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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Saikawa Roshi varre o templo

Preparando para a distribuição de alimentos a quem quer que passe o Superior para a América Latina, Saikawa Roshi, varre ele mesmo a frente do Templo Busshinji.


Narração de Emerson, foto de Seigen:

"Foi como descrito no e-mail que o monge Genshô nos encaminhou em inglês, algo muito simples e, talvez por isso, muito tocante.
Enquanto os monges -e os participantes que se dispusessem- recitavam o Enmei Jikku Kannon Kyô (uma espécie de ladainha a Kannon em "dez versos", "jikku"), as pessoas iam chegando, ofereciam incenso e pegavam um prato de comida - cereais e salada de repolho, além de um copo de refresco. Havia cadeiras nas calçadas e no alpendre do templo.
Todos os transeuntes eram convidados e muitos aderiam - indigentes, engravatados, estudantes, homens, mulheres, crianças. A estes era dado um papel com os dizeres:

"CERIMÔNIA DE APARECIDA KANNON BOSATSU DA PAZ UNIVERSAL"

A Aparecida Kannon Bosatsu da Paz Universal, eu (nome) ___________ presto homenagens e oro pedindo longa vida, felicidade e saúde; desta forma possamos divulgar e espalhar o bom ensinamento a todos os cantos do mundo, pedindo pela paz universal e desenvolvimento do Templo Busshinji."

(Kannon é a representação budista, em imagem, da compaixão, no budismo japonês usa-se uma forma feminina muito bela.)

No verso havia o "sutra" mencionado acima.Quem quisesse podia colocar o nome no papel e
devolvê-lo.

No mais, a atmosfera era muito acolhedora, ao som da recitação, e senti que era de fato um alimento para o corpo e para o coração. Para mim o sentido da cerimônia era apenas este mesmo: comunhão entre os seres humanos e, neste sentido, tenho a sensação de que cumpriu plenamente seu papel.

Para quem quiser ver fotos, o praticante do Busshinji, Bruno Mitih (Seigen), que é fotógrafo, fez uma ótima cobertura do evento e publicou várias imagens, inclusive dos bastidores, no seguinte álbum:
http://www.flickr.com/photos/8061228@N08/sets/72157602801367002/

Eu também tirei algumas fotos, no meu melhor estilo de não querer sair do lugar para fotografar rsrs, que coloquei aqui:
http://zamprogno.multiply.com/photos/album/27/Aparecida_Kannon_Bosatsu_da_Paz_Universal

Com as mãos em prece,

Emerson"

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sangha e Pizza

Parte da Sangha de Florianópolis com convidados do budismo tibetano e Theravada, ao fundo o Prof. Sasaki que veio ensinar sobre o Dhammapada.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

China protesta por condecoração dos EUA ao Dalai Lama

O governo chinês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Pequim para protestar contra a decisão do governo americano de conceder uma importante condecoração ao Dalai Lama.

Os Estados Unidos "enfraqueceram gravemente" suas relações com Pequim ao conceder a Medalha de Ouro do Congresso ao Dalai Lama, disse o governo chinês.
O líder espiritual tibetano vive em exílio na Índia desde 1959, quando houve uma tentativa fracassada de levante contra o domínio chinês.
A China argumenta que o Dalai Lama tenta destruir a soberania chinesa ao lutar pela independência do Tibete.
Interferência
Na quarta-feira, o Dalai Lama se encontrou com o presidente americano George W. Bush, em Washington, para receber a medalha, a mais importante condecoração civil concedida pelo Congresso dos Estados Unidos.
Bush pediu à China que inicie negociações com o líder budista, "um símbolo universal da paz e da tolerância" nas palavras do presidente americano.
O momento da premiação é particularmente delicado, já que coincide com a realização, na China, do Congresso do Partido Comunista, que é realizado de cinco em cinco anos.
Durante o Congresso, o partido anuncia seus planos para o futuro e escolhe novos líderes.
"A ação dos Estados Unidos é uma interferência gritante nos negócios internos da China", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Liu Jianchao.
Liu disse que o ministério convocou o embaixador Clark T. Randt para expressar "um forte protesto ao governo dos Estados Unidos" em relação ao assunto.
O porta-voz pediu ao governo americano que tome medidas concretas para proteger as relações entre os dois países.
Direitos humanos
Políticos americanos regularmente acusam a China de, em sua busca por energia e acordos comerciais, ignorar abusos aos direitos humanos em Mianmar e no Sudão.
Recentemente, líderes mundiais têm expressado mais sua preocupação com os direitos humanos no Tibete.
Em setembro, a chanceler alemã Angela Merkel se encontrou com o Dalai Lama e também provocou irritação no governo chinês.
Neste ano, o líder tibetano também se encntrou com o primeiro-ministro austríaco Alfred Gusenbauer e com o primeiro-ministro australiano John Howard, e deve se reunir com o primeiro-ministro canadense Stephen Harper no final do mês.
A China também manifestou sua insatisfação ao Canadá, no ano passado, quando o país concedeu uma cidadania honorária ao Dalai Lama.

( Extraído do noticiário. Postado pelo Rev. Wagner na lista Shin)

domingo, 28 de outubro de 2007

Saikawa Roshi escreve sobre NY

Cheguei de NY esta manhã. Estive no Zen Moutain Center of New York onde ajudei Daido Loori Roshi 25 anos atrás. As montanhas e rios são os mesmos de então e foi a melhor estação para visita-los. Visitei também dois centros próximos onde o Dalai Lama deu uma palestra antes, também visitei o Professor Thirman que ensina sobre o budismo tibetano na Columbia University. Daido tem muitos estudantes de todo o mundo que estão em um Ango agora.

..................................................
Dosho Saikawa
(tradução Genshô)


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Evento do CBB no Busshinji - Como foi?

Prof. Ricardo Sasaki descreve:

Ocorreu ontem à noite o evento do CBB - Colegiado Buddhista Brasileiro - no Bushinji de São Paulo. No geral, apreciei o evento, considerando que foi a primeira atividade pública do CBB (além de todas as outras atividades que ocorrem mais 'não-publicamente'), considerando a chuva e o trânsito de São Paulo. Creio que contamos com cerca de 50 pessoas no total. Alguns, muito justamente, se surpreenderam pelo número pequeno de pessoas num evento com tamanha importância moral para o Buddhismo. Infelizmente essa é a conhecida realidade do Buddhismo no Brasil. Quando o Dalai Lama visita, milhares de pessoas vêm para vê-lo, mas quando um evento em nome da justiça e da não-violência é organizado, poucos aparecem. Isso nos faz questionar, é claro, sobre a motivação dos milhares que estão prontos para ver um ícone (será que foram lá para ver o verdadeiro Dalai Lama ou para ver uma 'estrela'?). Mas é assim mesmo, realidades da situação brasileira que em quase cem anos não consegue ainda articular bem o engajamento inter-ser, preferindo a prática somente individual com dúbias motivações.

Feliz porque alguns grupos e pessoas estiveram presentes e outros porque tiveram a iniciativa de enviar representantes para este evento que, moralmente, foi tão significativo. O Rev. Gensho, representando a Comunidade Zen de Florianópolis esteve lá presente, lendo o Manifesto do CBB em favor da justiça e da não-violência, e apresentando os convidados. O Rev. Joaquim Monteiro, do Honpa Honganji esteve com dois de seus alunos, e proferiu palavras de engajamento e importância da Sangha no Brasil. O Prof. de Dharma Ricardo Sasaki, mais dois membros da Comunidade Buddhista Nalanda, encerrou o evento com uma breve explicação sobre as Três Jóias e dirigindo um cântico em pali. Rev. Leninha e Ana Lúcia estiveram pelo Higashi Honganji. Pelo menos três pessoas foram enviadas pela Rev. Coen da Comunidade Zendo do Brasil para representá-la e a Denise representou o CEBB em nome do Lama Santem. O Dep. Fernando Gabeira fez um significativo discurso em favor dos monges da Birmânia, bem como um diácono da Igreja Católica e mais três membros do Partido Verde (que marcaram sua presença em prol da não-violência)
. O secretário Eduardo Jorge também esteve presente, falando de Gandhi e representando o prefeito paulista Gilberto Kassab. E um representante espiritualista falou que deixou de ir à sua prática espiritual para se solidarizar conosco. Os monges zen do Bushinji estiveram admiravelmente presentes, abrindo o templo, oficiando a singela cerimônia e recebendo os convidados.

Podemos pensar: 'Por que vou enfrentar o trânsito e a garoa para ir num tal evento?' 'Que importância teria a minha presença para isso?'; 'O que um manifesto público terá de efeito para um país tão longe do meu?'. São questionamentos que nos fazem ficar em casa ou preferir ir ao cinema. É fácil esquecer que a doutrina central buddhista é a interdependência. Que cada gesto, por menor que seja, repercute indefinidamente em nossa corrente mental e na de todos os seres. Sair do isolamento de nossas buscas individuais é algo difícil. Sair do exclusivismo de nossas escolas e objetivos, e pensar no bem maior do Dharma é uma consciência que se ganha com o tempo. Requer maturidade espiritual. À medida que algumas pessoas, aqui e ali, comecem a ver que a prática do Buddhismo é mais que apenas olhar para o próprio umbigo e que é com pequenas iniciativas como essa (mas grandes na motivação e na intenção) que o Dharma de Buddha é construído nessa terra verde e amarela, é que veremos, quem sabe um dia, o Dharma realmente germinar entre nós. Como o dep. Gabeira terminou seu discurso (não literalmente): 'Somos poucos aqui, mas somos muito naquilo representamos'. Para quem foi, nosso agradecimento e o parabéns por saber semear.

http://rsasaki.multiply.com/journal

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Há 12 anos presa por ganhar as eleições com 80% dos votos

A Premio Nobel da Paz, agora completa 12 anos em prisão por ser a líder do povo birmanês, use sua liberdade para promover a de pessoas como ela vítima das injustiças dos tiranos. Contra as posturas sempre voltadas a interesses menores e sem estofo moral do governo brasileiro, em relação a estas questões externas, e as internas também, o CBB se manifestará hoje em São Paulo.

"Seja você a mudança que quer no mundo"


Às 20h no Templo Busshinji - Manifesto do CBB

CBB e Myanmar em São Paulo

"Em vista dos sérios eventos de violação dos Direitos Humanos e
violência militar em Myanmar, onde a comunidade buddhista tem mantido
o esforço de reivindicar, pacificamente, o retorno da justiça e da
democracia assim como o estabelecimento da paz ampla e irrestrita, o
Colegiado Buddhista Brasileiro - juntamente com importantes lideranças
da sociedade civil brasileira - gostaríamos de convidar a todos para
participar do encontro ecumênico a ocorrer no dia 25 de Outubro de
2007, na sede do Templo Busshinji às 20h00.

Neste evento, a comunidade buddhista do Brasil, juntamente com todas
as pessoas interessadas no exercício consciente da liberdade e
fraternidade para todos os povos do mundo, pretenderá lançar um alerta
pacífico em prol da cultura da paz e do bem maior da humanidade.

Sua presença será importante, desejada e muito bem-vinda".

Em nome do Dharma,

Colegiado Buddhista Brasileiro
http//cbb.bodhimandala.com

Local: Templo Bushinji
Rua São Joaquim n° 285, CEP: 01508-001 - Liberdade - São Paulo - SP - Brasil

__._,_.___

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Anistia Internacional exige libertação de Aung San Suu Kyi

Anistia Internacional exige libertação de Aung San Suu Kyi

Londres, 24 out (EFE).- A Anistia Internacional exigiu hoje a "imediata libertação" da vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e outros "presos de consciência" em Mianmar.

"No dia em que as Nações Unidas comemoram seu 62º aniversário, Aung San Suu Kyi, líder da Liga Nacional da Democracia, completa 12 anos de prisão domiciliar em Mianmar", denuncia a organização de defesa dos direitos humanos em comunicado.

A Anistia Internacional exige "a imediata libertação de milhares de pessoas detidas recentemente por participar de protestos pacíficos, assim como presos de consciência que estão detidos há muitos anos, entre eles Aung San Suu Kyi, U Win Tin e membros de grupos étnicos minoritários, como U Khun Htun Oo".

Vencedora do prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi é "um símbolo da resistência política em Mianmar, e sua libertação incondicional seria um grande passo à frente", afirma hoje Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional, citada no comunicado.

"A comunidade internacional deve manter suas pressões e sua vigilância para que as autoridades birmanesas dêem passos concretos, com resultados tangíveis, como a libertação de todos os presos de consciência. Sua libertação é imprescindível para determinar se as autoridades birmanesas são sérias quando dizem querer cooperar com a ONU", acrescenta o texto.

Segundo a AI, as atuais práticas de detenções secretas e as informações sobre maus-tratos e torturas, além das sentenças em juízos fechados, parciais e atrás das grades, provam que as autoridades de Mianmar não pretendem colaborar com as Nações Unidas.

"As melhoras na situação dos direitos humanos em Mianmar não podem esperar o fim do processo político. As autoridades devem libertar imediatamente todos os presos de consciência, permitir a visita de observadores independentes aos centros de detenção e deixar de condenar manifestantes", afirma Irene Khan.


Manifestações de apoio à vencedora do prêmio Nobel da Paz e outros presos políticos estão marcadas para hoje em Brasília e outras cidades de todo o mundo, como Londres, Berlim, Paris, Washington, Nova York, Sydney e Cidade do Cabo.

(Fonte: UOL)

Se eu perder a memória o carma continuará agindo?

Os sofrimentos devidos as memórias e a sensação de identidade cessarão, mas os efeitos cármicos do passado não. Mesmo que você não lembre de ter perdido um dedo aos dois anos a falta dele estará presente e o sofrimento de não tê-lo ali estará. Porém é bom lembrar que o carma é essencialmente produto de ação intencional e que não se refere as meras causalidades inerentes a vida.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

De que forma posso mudar meu carma?

Mudando sua mente, seus pensamentos, e assim suas palavras e ações. Toda a prática budista é voltada para isto e a meditação o melhor instrumento.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Estátua de Manjusri no Zendô de Florianópolis

"Um dia, o Honrado dos mundos sentou-se na plataforma dos sermões sem dizer palavra. Finalmente, Manjusri bateu o gongo para anunciar o fim do sermão e disse, "É assim que se esclarece a Lei do Rei do Darma". Então, Shakiamuni deixou a plataforma."

Dogen Zenji


Foto Jaqueline.

Manjusri é citado como discípulo de Buddha e também como o Bodisatva da Sabedoria. Tabajara San, monge zen de Ouro Preto, realizou para a Comunidade Zen Budista de Florianópolis esta estátua de Manjusri sobre o leão, que tradicionalmente guarnece o altar dos locais de zazen. Em pedra sabão ela tem meio metro de largura e um efeito magnífico à luz de velas. Tranquilamente sentado sobre o leão raivoso das paixões o modelo de Manjusri é manter a perfeita tranquilidade do zazen.

sábado, 20 de outubro de 2007

Convite oficial do CBB - Evento em SP

"Em vista dos sérios eventos de violação dos Direitos Humanos e violência militar em Myanmar, onde a comunidade buddhista tem mantido o esforço de reivindicar, pacificamente, o retorno da justiça e da democracia assim como o estabelecimento da paz ampla e irrestrita, o Colegiado Buddhista Brasileiro - juntamente com importantes lideranças da sociedade civil brasileira - gostaríamos de convidar a todos para participar do encontro ecumênico a ocorrer no dia 25 de Outubro de 2007, na sede do Templo Busshinji às 20h00.

Neste evento, a comunidade buddhista do Brasil, juntamente com todas as pessoas interessadas no exercício consciente da liberdade e fraternidade para todos os povos do mundo, pretenderá lançar um alerta pacífico em prol da cultura da paz e do bem maior da humanidade.

Sua presença será importante, desejada e muito bem-vinda".
Em nome do Dharma,

Colegiado Buddhista Brasileiro
http//cbb.bodhimand ala.com


Local: Templo Bushinji
Rua São Joaquim n° 285, CEP: 01508-001 - Liberdade - São Paulo - SP - Brasil

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Evento do CBB no Busshinji em apoio a Myanmar



Prezados irmãos no Dharma,
Considerando a posição tíbia do governo brasileiro em relação aos eventos que atingem a comunidade budista internacional, em especial o esmagamento das manifestações em Myanmar com o assassinato de religiosos budistas, e respondendo a sugestão da Membro do Colegiado, a Profa. Lia Diskin, estamos nos unindo a uma demanda iniciada pelo deputado Fernando Gabeira, que pede ao Colegiado Buddhista Brasileiro que se mova para um evento, da maior repercussão política possível, em apoio ao povo e monges oprimidos de Myanmar. Dispondo-se a ler documento resultante no Congresso Nacional.
Recebemos o apoio decidido de Saikawa Roshi que disponibilizou o Templo Busshinji, na Liberdade em SP, para o evento interreligioso e com presença de personalidades públicas, além da imprensa.
Nosso horário estabelecido ficou para as 20 h do dia 25/10.
Precisamos do apoio de todos os budistas, e pessoas que se sentem inconformadas pela posição neutra da maioria de nossos líderes políticos, na difusão do evento e em todos os apoios possíveis. As sugestões que surgirem serão muito bem vindas neste momento de concepção do evento que será bem sucedido na medida em que tiver repercussão na mídia e no meio político e governamental.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Prof. Ricardo Sasaki - Dhammapada

Durante três dias o Prof. Ricardo Sasaki, dirigente dos Centros Nalanda, da escola Theravada, fez comentários sobre o texto canônico Dhammapada, usando o original em páli e comparando diversas traduções disponíveis. Uma platéia, que lotou todo o espaço da comunidade zen budista de Florianópolis, de praticantes zen budistas e convidados da escola Nyingma do budismo tibetano, assistiu com grande interesse.


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

China diz que se Dalai Lama é condecorado não há mais justiça nem pessoas boas no mundo.

Trechos do noticiário:

CRISE DIPLOMÁTICA
Bush recebe o Dalai Lama e irrita Pequim
Publicada em 17/10/2007 às 06h42m
Gilberto Scofield Jr. - O Globo, O Globo Online e agências internacionais
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, recebeu nesta terça-feira o Dalai Lama na Casa Branca, apesar de a China ter alertado que a honraria ao líder espiritual tibetano poderia afetar as relações entre os dois governos. A visita ocorreu na véspera de o Dalai Lama receber a Medalha de Ouro do Congresso dos EUA, mas o governo tratou o encontro com discrição, aparentemente para não irritar mais a China. - De forma alguma queremos jogar lenha na fogueira e fazer a China sentir que estamos cutucando seu olho, um país com o qual temos boas relações em vários temas - disse a porta-voz da Casa Branca Dana Perino. O Dalai Lama vive exilado na Índia desde a frustrada rebelião tibetana de 1959 contra o domínio chinês. ........

A cerimônia no Capitólio está na agenda de Bush, de modo que pela primeira vez um presidente dos EUA aparecerá em público com o líder budista e Nobel da Paz, que Pequim qualifica como separatista e traidor. O porta-voz do Ministério do Exterior da China, Liu Jianchao, disse que o prêmio teria um "impacto extremamente sério" nas relações entre os países. - A China está profundamente incomodada, se opõe resolutamente a esta cerimônia e já deixou isso claro numa mensagem solene ao governo de Washington. -afirmou Liu Jianchao. - Nós pedimos aos americanos que corrijam este erro, cancelem a cerimônia e parem de interferir em assuntos domésticos da China. As palavras do Dalai Lama nos últimos anos mostram que ele é um refugiado político engajado em atividades separatistas em nome da religião. Outros funcionários chineses usaram um tom ainda mais duro. - Estamos furiosos. Se o Dalai Lama pode receber tal prêmio, então não deve haver mais justiça e pessoas boas no mundo - disse o chefe do Partido Comunista da China no Tibete, Zhang Qingli.

Voltando ao hotel em que está hospedado em Washington, um sorridente Dalai Lama disse aos jornalistas e a um pequeno grupo de seguidores que o encontro com Bush "foi como a reunião de uma família". - Naturalmente ele demonstrou sua preocupação com o Tibete e perguntou sobre qual a situação lá. Questionado sobre a irritação da China com sua visita, ele deu de ombros e respondeu: - Isso sempre acontece.

..............................

Como uma primeira reação, Pequim está disposta a dificultar as negociações sobre o programa nuclear iraniano no âmbito da ONU. Esta semana, a China deixou de comparecer a uma reunião com outras potências sobre o assunto no Conselho de Segurança. Semanas atrás, Pequim cancelou uma reunião anual sobre direitos humanos com a Alemanha, depois que a chanceler federal Angela Merkel se reuniu, em setembro, com o Dalai Lama.

Ainda este ano, o líder religioso tibetano se encontrou com o chanceler federal austríaco, Alfred Gusenbauer, e com o premier da Austrália, John Howard. De acordo com o governo americano, o presidente da China, Hu Jintao, foi avisado pessoalmente de que Bush compareceria à entrega da medalha ao Dalai Lama há dois meses, durante uma reunião na Ásia. Fontes diplomáticas confirmam que desde então Pequim vem pressionando para que o evento seja cancelado. Nos últimos dias, a imprensa estatal chinesa iniciou uma campanha agressiva contra o Dalai Lama, acusando-o de apoiar o que Pequim chama de "cultos maléficos", que incluem a seita Falun Gong, o culto japonês Aum Shinrikyo e o Culto ao Templo Solar, nos EUA.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Enquanto isto, em um templo em Myanmar...

No recinto de um templo em Myanmar, marcas de bala deixam entrar a luz, as marcas revelam que os tiros vieram de fora, uma estátua de Buddha está decapitada, o monge que estava no local deixou seus objetos desarrumados como alguém que foi arrastado ou precisou fugir às pressas. Marcas da ditadura militar socialista que oprime um dos mais belos países da Ásia.


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Local de curso alterado

O local do curso referido no último post foi alterado para a sede da comunidade zen:

Comunidade Zen Budista de Florianópolis Rua Hoepcke, 82, Centro (0xx48) 3225-6299/9607-5044

domingo, 14 de outubro de 2007

Mini curso sobre o Dhammapada - 15,16,17 de out.


"O Que o Buddha Tem a Nos Dizer Sobre o Karma?"

Ministrante: Ricardo Sasaki (Dhanapala)

Diretor do Centro Buddhista Nalanda e psicoterapeuta formado pela USP

Por meio das palavras originais do Buddha estudaremos qual é a concepção buddhista sobre o karma, a lei das ações e reações tão difundida nos meios espirituais; e o que podemos fazer para desenvolver em nossa vida uma atitude sadia baseada na vigilância e no zelo por todas as coisas.

Neste mini-curso faremos uso do Dhammapada, o mais famoso e publicado livro buddhista em todo o mundo. Apesar de popular, muito mais pode ser descoberto a partir de uma análise aprofundada de seus versos com a utilização do pali e dos comentários tradicionais (atthakatha). Durante três dias aprenderemos mais sobre o que o Dhammapada tem a nos dizer em termos de entendimento da vida, dos ensinamentos do Buddha e sobre nosso mundo mental.

O Dhammapada é universal. Enquanto conjunto de escritos ele representa os ensinamentos de vida vindos do Buddha e pode ser considerado a mais representativa obra buddhista. Ele é respeitado e existente em todas as escolas buddhistas. No Sri Lanka, meninos de oito anos já aprendem a decorá-lo. Constituído de 423 versos ele é também uma obra de poesia e sensibilidade.

Ricardo Sasaki é psicoterapeuta, formado pela USP (Universidade de São Paulo), e diretor do Centro Buddhista Nalanda. Há mais de vinte anos trabalha com um enfoque integral do lidar com o processo mente/corpo.

Dias 15, 16 e 17 de outubro de 2007 (de segunda a quarta)

Das 19h30 às 22h00

Contribuição: R$ 20 por dia ou R$ 50 pelos três dias

Sugere-se: levar cópia do capítulo 1 do Dhammapada (disponível em livros ou pela Internet)

Entre em contato conosco para fazer sua inscrição:

No local do evento: Atman Amara centro de metafísica

Rua José Francisco Dias Areias, 390 (casa de muro cor violeta), Trindade

(0xx48) 3333-2311/9961-6709

www.atmanamara.com.br / contato@atmanamara.com.br

Com os organizadores: Comunidade Zen Budista de Florianópolis

Rua Hoepcke, 82, Centro (0xx48) 3225-6299/9607-5044

www.chalegre.com.br/zendo / fgevieski@yahoo.com.br


Texto imperdível de "Folhas do Caminho"

Achei tão importante que copiei do blog Folhas do Caminho (link ao lado) esta postagem indignada e coberta de razão:

"Olha, eu até que procurei. Mas nada encontrei sobre a posição do presidente Lula sobre a situação da Birmânia (Myanmar). Somente encontrei uma citação num blog que diz que "Lula foi contra sanções ao governo militar birmanês". Então, para não ser injusto, pergunto aos leitores das Folhas, alguém já leu alguma coisa sobre isso? O governo brasileiro tem estreitos laços com o governo chinês (aquele mesmo que também mata monges buddhistas tibetanos) e o mais lógico é que fosse também contra sanções ao governo militar birmanês.

Agora, o Brasil é o mais influente país da América Latina. Então não se pode vir com a posição de que uma opinião oficial a respeito não tenha influência. Mas parece que, como em tantas outras questões, é mais fácil virar de lado e fingir que não é contigo.
------------
Mas antes de enviar a mensagem, o leitor Paulo já havia comentado na folha anterior: Deu na Folha de São Paulo de 28/09/2007: "Celso Amorim, disse que o Brasil não adotará sanções unilaterais contra Mianmar". Então, é isso, temos a posição oficial do governo brasileiro sobre o assunto. Podem matar monges, civis, tirar toda liberdade individual, arrombar casas, sequestrar, aprisionar, fuzilar... o Brasil não faz nada, nem adota medida alguma. Parabéns Celso Amorim, parabéns Lula, esse é um presente para todos os brasileiros que viveram décadas de ditadura e perseguição.

Uma das características mais fascinantes do ser humano é como ele muda de lado com facilidade. Amigos nos quais confiávamos, aos quais nunca fizemos diretamente mal algum, viram de lado, mostram outra face e começam a nos atacar por trás. Pessoas que viveram a ditadura e mesmo foram exilados, uma vez no poder e corrompidos pelos interesses econômicos, "esquecem-se" do passado e vestem-se de Pilatos. 'Isso não é comigo'; 'desculpe-me, ligaram para o número errado'.

Senhor Celso Amorim, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, a junta militar tem arrombado casas e mesmo escritórios da Onu, para confiscar vídeos que a ajudaria a identificar os líderes do movimento pacífico que estiveram nas ruas. Vocês se lembram de algo semelhante ocorrendo no Brasil?

Não é preciso muito para se corromper. Um pouco de poder, um pouco de elogio, um pouco de ilusão sobre si mesmo, e o passado é esquecido, o caráter moral é colocado de lado, e lavamos as mãos. É como o governo chinês, amiguinho do governo brasileiro. Dizem que a crise na Birmânia é um 'assunto interno'. Mas tal assunto interno não impede ou impediu que por décadas o governo chinês influenciasse ativamente a política birmanesa e retirasse seus pomposos lucros. Esse é o mundo em que vivemos, o da mentira institucionalizada, o do lucro pessoal sobrepujando qualquer dignidade e defesa por causas mais que justas. Parabéns, então, a todos os omissos e a todos os que lavam as mãos! Vocês são aqueles a quem devemos por ter o mundo que agora temos...."

Shin San Shiki de Monja Coen Sensei - Fotos

Aqui está uma colagem de fotos, gentilmente enviada pelo Emerson, e que mostra aspectos da cerimônia de Shin San Shiki de Monja Coen Sensei. Com isto ela foi elevada a abadessa e seu templo em São Paulo oficialmente dedicado. Isto ocorreu dia 12/09/2007 e o zendô (local de prática) foi elevado à categoria de templo oficial Sôtô. De Tenzui Zendô, tornou-se Tenzui Zenji, ou Templo Zen Tenzui.
Estiveram presentes mestres do Japão e Estados Unidos, Holanda, monges de todo o Brasil e numerosos amigos do Zen.

No seguinte álbum da Internet, Emerson disponibiliza mais imagens:

http://zamprogno.multiply.com/photos/album/25


sábado, 13 de outubro de 2007

Templo Busshinji

Durante a última semana estive em retiro no Templo Busshinji, na foto abaixo vê-se o altar do templo e sentados da esquerda para a direita Shyoden (POA) Monge Dengaku (Via Zen POA) Monge Genshô (SC) Kokai (POA).


Foto Dengaku

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Pétalas de sangue

Na Avenida Paulista, Coen Sensei e sua Sangha, deixam pétalas vermelhas para lembrar o sangue derramado em Myanmar, onde a repressão mais uma vez venceu os pacifistas.



quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Um rosto pacífico

(Antes de nossa passeata, Flávio enviou este belo diálogo com seu irmão Felipe)

Queridos,
se houver muitas pessoas,
talvez precisemos de um megafone,
então quem puder providenciar,
por favor.
E se alguém quiser fazer cartazes,
pode fazer,
mas é engraçado,
falei da idéia dos cartazes para o irmão Felipe,
sugeri: "Paz em si mesmo, paz no mundo",
e ele disse: "Um rosto pacífico",
e eu: "Como assim? Uma imagem do rosto de Buddha?"
e ele: "Não, o seu próprio rosto...
Um rosto pacífico é o melhor cartaz."

Gasshô.
Flávio Josshin

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Free Burma


Assine a petição

Os ataques brutais aos monges e manifestantes pacíficos de Mianmar continuam e ao mesmo tempo uma indignação global massiva está despontando. A força da opinião pública global se manifestou em milhares de protestos do lado de fora de embaixadas e consulados da China e Mianmar. A reação foi imediata e sem precendentes, pessoas ao redor do mundo estão usando vermelho (a cor dos trajes dos monges) e em poucos dias mais de 500.000 pessoas assinaram nossa petição on-line!
Estamos fazendo de tudo para que nossa mensagem seja ouvida. Publicaremos a petição em um anuncio de pagina inteira no jornal internacional Financial Times e o South China Morning Post tendo como alvo a China, o maior aliado da junta militar de Mianmar. A petição será entregue para o governo chinês e será divulgada pelo radio para que o povo de Mianmar receba diretamente nossa mensagem de solidariedade. Para termos um verdadeiro impacto, precisamos de uma petição com um número massivo de assinaturas nos ajude a conseguir 1 milhão de nomes ainda essa semana. Se você ainda não assinou, clique no link para colocar seu nome na petição e encaminhe esse e-mail para pelo menos 20 pessoas:

http://www.avaaz.org/po/stand_with_burma/tp.php

Apesar de ser o principal aliado da ditadura de Mianmar a China já se manifestou contra a repressão violenta aos manifestantes e agora eles precisam usar a sua influência para acabar com a violência. As vésperas das Olimpíadas a China quer melhorar sua imagem em relação ao mundo e o nosso anuncio provoca: vocês são um membro responsável e respeitável da comunidade global ou aliados de tiranos e ditadores? O poder do povo nas ruas de Mianmar e ao redor do mundo pode derrubar a tirania. Quanto mais pessoas assinarem a petição mais forte seremos, espalhe a mensagem para seus amigos!

Com esperança e determinação, Ricken, Paul, Ben, Graziela, Pascal, Galit e toda a equipe Avaaz

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Aung San Suu Kyi Premio Nobel da Paz - 12 anos presa

Aung San Suu Kyi, ganhou o Premio Nobel da Paz. É prisioneira durante 12 dos seus últimos 18 anos, pelo regime socialista da Birmânia, hoje Myanmar. Os ditadores militares, pretensamente budistas, imitam seus similares que sabem com certeza o que é melhor para seus povos, mais do que os votos indicariam, copiam assim, Coréia do Norte, China, Cuba, Líbia, Sudão e outros similares. Invariavelmente os budistas e outras denominações religiosas, são vítimas de perseguição nestes lugares.
Aqui, Daw Aung San Suu Kyi, aparece sentada junto a Thamanya Sayadaw, um grande e respeitado monge e mestre budista Theravada que faleceu em 29 de novembro de 2003. A foto provavelmente é de 1995, quando ela foi libertada de seu primeiro período de prisão. Hoje ela está presa novamente, para vergonha de toda a humanidade.


segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Crianças e adultos por Myanmar

Enquanto caminhamos tentando aumentar a consciência mundial, a Agencia Estado Noticia:

"Mianmá tem dia de novos protestos
Multidão reuniu 10 mil civis e coincidiu com chegada de enviado da ONU, que tentará negociar com os militares
Manifestantes voltaram ontem às ruas de Rangum, maior cidade de Mianmá, a antiga Birmânia, para protestar contra a ditadura. Segundo a rede de TV britânica BBC e a agência de notícias EFE, as passeatas começaram com 2 mil pessoas, mas chegaram a reunir cerca de 10 mil no fim do dia. Soldados do Exército lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.Apesar de o governo não ter divulgado informações sobre vítimas, a rádio birmanesa Mizzima, que opera no exílio, afirmou que uma criança morta e duas pessoas atingidas por tiros deram entrada em um hospital da cidade.Os protestos de ontem foram organizados por civis. O cerco militar aos mosteiros continuou impedindo que os monges budistas, que lideraram as mobilizações desde o dia 17 de setembro, participassem das passeatas. O serviço de internet, que na sexta-feira esteve cortado, foi restabelecido parcialmente. A televisão, controlada pelo Estado, transmitiu o movimentos de tropas em Rangum durante todo o dia.Desde quarta-feira, quando o regime militar de Mianmá começou a reprimir violentamente os protestos e a proibir concentrações públicas, pelo menos 16 pessoas morreram, cerca de 200 ficaram feridas e mais de mil foram detidas, entre elas 800 monges. Grupos de dissidentes exilados e diplomatas estrangeiros, no entanto, afirmam que o número de vítimas é muito maior.Um dos mais preocupados com a crise em Mianmá é Gordon Brown, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, que colonizou o país. 'Temo que a perda de vidas seja bem maior do que o que vem sendo informado', disse após conversar por telefone com o presidente americano, George W. Bush, e com o premiê chinês, Wen Jiabao."