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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Mondo de Saikawa Roshi

Mondo é um combate do Dharma em que alunos contestam o mestre com perguntas inesperadas, em público. Aqui uma resposta típica dada por Saikawa Roshi.
"Meu pai é o Universo e minha mãe o Tempo"

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

Testemunho sobre os 7 dias de Rohatsu

A importância de um sesshin



Perguntar-se sobre a importância de um sesshin, para aqueles que o fazem, fizeram ou farão, é uma das questões que soa desnecessária, até mesmo retórica. Um sesshin é importante; por que, de outra forma, as pessoas deslocariam-se de longe para passar dias e dias sentados no zafu? Eu, contudo, peguei-me fazendo esta pergunta, inspirado pela lembrança das minhas dores, dramas e desistências.

Há várias coisas das quais sentimos a diferença somente depois que elas acabam. Engana-se quem acha que, findo um evento, findas as suas repercussões. Durante um sesshin podemos sentir e vivenciar várias coisas, todos nós o sabemos. É somente, porém, quando voltamos para casa, quando voltamos para a nossa rotina, que vemos coisas novas desenrolarem-se – algo que talvez estava lá antes mesmo da viagem.

Uma das importâncias óbvias de um sesshin é o simples fato de que os praticantes reunidos ajudam a manter a prática uns dos outros. Podemos passar a admirar a coragem de Sidarta em sentar-se em zazen sozinho, sem professor, preceptor ou colegas, depois que vemos o quão fracos somos se não praticamos com outros. Não precisamos evocar forças ou energias: a simples pressão social de não abandonar uma sessão de zazen faz maravilhas – eu teria escapado muito, muito antes do terceiro dia.

Importante, também, praticar, neste caso, do lado de um roshi , e de pessoas que praticam o zazen por anos e décadas.

Importante ter a oportunidade – devido a um tempo planejado de prática intensiva – de aprofundar-se no zazen, de poder descobrir estados ainda não conhecidos, de poder ir um pouco mais longe que a prática cotidiana nos permite.

Tudo isto, enfim, importante. Valioso.

Mas há outra coisa importante que desejo deixar para falar aqui: importante é fazer um sesshin, com todas as suas importâncias – e desimportâncias – para ter esta experiência e voltar para as nossas vidas.

Como dizia antes, há coisas das quais o peso delas cai depois: seja fazer sentido depois, seja cair a ficha depois, seja simplesmente revestir-se de outras vivências, depois. Para ser sincero, não tinha muita certeza de porque eu fazia o tal sesshin – ah, por causa do rakussu, uma península de orgulho (o lado bom do orgulho, nos faz fazer coisas que não faríamos com pretensa humildade), para não decepcionar a mim mesmo e aos outros, por uma sede de saber, por um desejo inominável, para pura e simplesmente praticar. Ah, miríades de razões. Mas não tinha certeza e, acima de tudo, nos momentos mais desesperados, para a pergunta "por que você não vai embora?", eu só sabia dizer, depois de um certo tempo: "eu não sei". Prometia a mim mesmo que iria até o final do dia e então, somente de noite, iria ver se ia embora ou não. Cada dia acabava em si mesmo: cada dia um novo dia, nova prática. Cada novo momento. Apesar das várias coisas, apesar das dores e delícias, apesar do rakussu para terminar, apesar dos transeuntes noturnos de São Paulo, apesar do delicioso nabo amarelo, íamos somente indo, fazendo zazen na hora do zazen. Apesar dos diversos pensamentos e distrações.

É agora que, então, olhando para lá, para a semana passada, me pergunto: como foi possível? E não é que aconteceu? Aconteceu. Ao mesmo tempo que pode parecer um sonho, ter um toque de irreal, tem a realidade das coisas não-sonhadas.

O valioso de um sesshin é ter a experiência da prática viva, presente, como um marco. Esta prática constante, este breve período em que nos permitimos e permitimos aos outros que praticassem com mais afinco, ecoará dias e semanas e meses depois, nos lembrando da nossa prática. Mesmo que sentemos muito pouco, mesmo que esqueçamos temporariamente do zazen, mesmo que o ritmo de nossas vidas exija outras prioridades, a experiência está "lá", podemos (tentar) voltar a qualquer momento e nos servir dela.

Qual experiência?

Dogen usava uma expressão interessante para referir-se à prática: prática-esclarecimento, ou prática-iluminação. A prática é iluminação, iluminação é prática; uma não difere da outra. Dizer, porém, que elas são "uma mesma coisa", só que "duas faces de uma mesma moeda" é perder a experiência com palavras: mesmo dizer do Um é perdê-lo irremediavelmente como Um. As palavras vêm, necessariamente, depois, e têm o seu gosto peculiar, muitas vezes saboroso; mas a prática, porém, está além das palavras, não no sentido que as negue.

Zazen é negar nada e afirmar nada. Se tivesse eu feito um esforço para "livrar-me" de todos os impedimentos, de todas as distrações, de todos os "venenos" durante o sesshin, isto não seria zazen: isto seria eu fazendo esforço para livrar-me de impedimentos, distrações e "venenos". Na maior parte do tempo, era isto que fazia: lutando com a dor ou tentando agüenta-la, pensando em desistir e depois arrependendo-me de pensar em desistir. Mas, embora isto não seja o zazen, isto é zazen: eis a nossa vida, eis a nossa prática. Nada de especial, de excepcional, no sentido de que antes mesmo que pudéssemos falar enquanto praticamos ela está lá. É simples, não é? Todos nós o sabemos. Simples mesmo em sua tremenda dificuldade.

"Nadem quanto queiram, os peixes não encontram um fim no mar; voem quanto queiram, os pássaros não encontram um fim no céu." Dogen Zenji.

Afinal, quando falamos de prática, sobre quem estamos falando?

Agora mesmo eu falo de importante e não-importante, de valioso, de prática e iluminação e vida, como se fossem coisas ou separadas ou excepcionais. É uma maneira de falar, uma maneira de passar algo – que eu espero que agrade a uns e sirva a todos.

(Lucas Brandão, após os sete dias de retiro em zazen no Templo Busshinji em SP)

sábado, 22 de dezembro de 2007

Meditação é um estado alterado de consciência?

Não chamaria meditação de estado alterado de consciência, o estado normal é que é alterado, perturbado pela mente conceitual e pensamentos, lembranças, preconceitos, expectativas etc...a atenção correta não gera auto conhecimento mas plenitude, clareza, não é propriamente observar a si mesmo, senão quem estaria observando?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Fechamento de círculo em P. Alegre - 2007

(Em 1974 convidei Suzuki Sensei, por apresentação do Prof. Chaves, a vir do Japão a POA ensinar Karatê Wadô, era conselheiro da Wadô brasileira o então Monge Tokuda, nesta academia "Kidokan" a prática do zen tornou-se regular) Genshô.

Prezado Gensho-san,

É com humildade que compartilho contigo a emoção que eu e todos da Sanga sentimos quando o Celso nos contou a conexão entre o fundador de nosso novo espaço (Academia Dojinmon, fundada pelo mestre Muto Takeo Suzuki) e o começo do Zen em Porto Alegre. Parece que um círculo está se fechando e talvez um novo ciclo começando.

Sentimos acolhidos e abençoados por uma energia muito forte neste primeiro fim de semana lá. Veja as fotos:
http://aguasdacompaixao.wordpress.com/sobre-a-sanga/
http://aguasdacompaixao.wordpress.com/atividades/pratica-do-cerimonial/

Gassho,
Isshin

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Saikawa Roshi

Saikawa Roshi, Superior Geral do zen Soto para a América Latina participa da cerimônia de Ascenção à Montanha da abadessa Coen Sensei no templo desta em São Paulo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Workshop de Paisagem Bonsai (Penjing)

Em Janeiro - Workshop de Paisagem Bonsai (Penjing)

Prezados Amigos,

A Rede de Proteção à Vida apresentará em Janeiro um workshop de
criação e cultivo de uma obra de arte Bonsai (árvores plantadas em
vasos), na modalidade chamada Penjing (Paisagem Bonsai).

Os interessados irão aprender em dois dias (um fim de semana) a
criar, cultivar e manter um trabalho de arte viva, desenvolvendo uma
bela paisagem em miniatura.

A técnica utilizada foi desenvolvida pelo artista e professor Claudio
Miklos, baseada nos conceitos de cultivo Pen T'sai (Bonsai) chineses.
É uma técnica menos invasiva e radical de poda e cultivo, com grande
enfoque na beleza estética das plantas e árvores utilizadas, e
associando conceitos meditativos zen buddhistas.

Venha participar de um fim de semana na bela sede Niterói da rede de
proteção à vida, e vivenciar dois dias de arte e contemplação da
beleza e paz através da criação de uma paisagem em miniatura.

OS INTERESSADOS DEVEM ENVIAR UM E-MAIL PARA:
CONTATO@REDEDEPROTECAOAVIDA.COM

OU VISITAR O SITE - www.rededeprotecaoa

vida.com e preencher a ficha
de contato.

Orientação: Claudio Miklos - Artista Plástico, Biólogo, Coordenador
de cursos de Arte e Paisagismo Zen Buddhista (Bonsai, Penjing,
Suiseki, Jardim Zen, Origami).

Duração: Dois dias inteiros em JANEIRO de 2008 (um fim de semana);

Local: Rede de Proteção à Vida - Sede Niterói - Piratininga - Rua Ary
Guanabara, Condomínio Boa Esperança, rua 6 casa 12.

Objetivo: Dar orientação técnica e prática para a criação, cultivo,
estética e manutenção de árvores Bonsai, na modalidade chamada
Penjing (paisagem Bonsai);

Investimento: R$ 190,00 (muda, terra e apostila básica incluídos);

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Religiões pessoais

A posição budista é: é necessário que haja muitas religiões porque as pessoas são diferentes. O problema é a falta de crítica. É bom que haja uma unidade filosófica para a gente ir melhor, hoje está acontecendo muito isto, uma pessoa pega um pedacinho de uma crença, de outra, de outra, e faz a sua religião pessoal... só que esta religião pessoal não tem coerência filosófica, você vai discutir ela não tem coerência, é contraditória Quando você pega uma religião bem estabelecida ela tem uma certa coerência e esta certa coerência ajuda, e é necessário para o cristianismo, para o budismo, o desenvolvimento de bons professores, bons mestres, rituais, coisas que são necessárias para aquele tipo de pessoa, quando você está sozinho você não faz isso, por isso é muito necessário ter grupo. Aqueles que são praticantes budistas aqui sabem perfeitamente a diferença que é praticar sozinho em casa, é completamente diferente e isso é válido em todas as religiões. Se em algum momento parecer que um budista está combatendo outras religiões não é uma posição budista. Mas religiões pessoais, sem coerência interna, devem ter expostas suas fragilidades para o bem de suas vítimas.


( Trecho de palestra no departamento de filosofia da UFSC, digitada, revisada e decupada por Jane Denkô)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Concentração Correta (Samma Samadhi)

Concentração Correta (Samma Samadhi)


" A palavra sânscrita para concentração correta é samadhi. As noções de impermanência e não-eu são úteis, mas não são suficientes para libertá-lo, para dar a você uma visão correta. Assim a concentração é necessária. Samadhi prajna é a visão correta, o insight que está na base de todo pensamento correto, fala correta e ação correta. Mas para cultivar o prajna temos de praticar a concentração. Temos de viver em concentração para tocar profundamente as coisas em todos os momentos. Nós viveremos profundamente quando pudermos ver a natureza da impermanência, do não-eu e do interser na flor, e podemos fazer isso graças à prática da concentração. Sem samadhi, não há prajna, não há insight. A concentração é a porta que se abre para a realidade última. Ela nos dá a visão correta."

TNH

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Budismo nos Simpsons

Presentes sob a Árvore Boddhi

No episódio dos Simpson “She of Little Faith”, Lisa entra em crise com sua fé e se converte ao Buddhismo, o Reverendo Lovejoy tenta dissuadi-la dizendo que ela não pode mais celebrar o Natal porque “Papai Noel não deixa presentes embaixo da Árvore Boddhi”.

Então Lisa visita o “Templo Buddhista de Springfield” onde Lenny, Carl e Richard Gere estão meditando e recebe um conselho excelente:

Gere: … Buddistas respeitam a diversidade de religiões, consideram válida toda religião baseada no amor e compaixão.

Lisa: … Como é… ?!

Gere: … É verdade. Então porque você não volta para casa? Estou certo que sua família sente sua falta.

Lisa: … Eu posso mesmo celebrar o Natal?

Gere: … Você pode celebrar qualquer data. E, não esqueça, meu aniversário é 31 de agosto -

Então, se você ainda estava preocupada, relaxe… Você pode comer panetone e peru de Natal e ainda manter-se buddhista :-).

Mas seja rápida pois ambos estão sujeitos a impermanência e pode não sobrar um pedaço para você.

Já as tortas e bolos podem levar à compreensão que não existe uma diferença inerente entre um objeto de apego e um objeto de aversão, só depende de quantas fatias você já comeu…

Adaptado de “Can Buddhists Celebrate Christmas?”


sábado, 8 de dezembro de 2007

Mensagem do Rev. Monge Prof. Dr. Joaquim Monteiro.( Shaku Shoshin )

Reencaminho a mensagem do Rev. Monge Prof. Dr. Joaquim Monteiro.( Shaku Shoshin ) que comenta, apoiado em seus estudos que incluem um doutorado na Universidade de Kumazawa, os textos recentemente postados em listas budistas com críticas as posições de budistas durante a história japonesa.
---------- Forwarded message ----------
From: joaquim monteiro <satyasiddhi@yahoo.com.br>
Date: 29 Nov 2007 23:51
Fiquei ciente hoje de uma série de mensagens que tem sido enviadas a todos e que dizem respeito a uma série de problemas importantes relacionados à história concreta da tradição Soto-shu e aos aspectos normativos do pensamento budista. Não sou membro dessa tradição, mas sendo por um lado um Sacerdote budista de outra tradição e por outro um especialista acadêmico no campo dos estudos budistas sinto-me obrigado a assumir minhas responsabilidades e expressar aqui meu ponto de vista a respeito das questões colocadas.

Introduzindo a questão primeiro sob um prisma bastante geral me parece claro que não existe nenhuma tradição religiosa ou filosófica que não tenha aspectos extremamente problemáticos em sua historicidade concreta. Assim sendo, me parece importante ressaltar que nossa auto-definição como membros de qualquer tradição pressupõe a responsabilidade de tomar consciência dessas contradições e de assumir uma clara responsabilidade a respeito delas. Assumir essas responsabilidades pressupõe a meu ver duas condições: a primeira é que só podemos assumir semelhante responsabilidade a partir do interior de um tradição concreta, a segunda é que para proceder a uma crítica dessa natureza se faz indispensável distinguir claramente os aspectos normativos dessa tradição de sua historicidade concreta.

Falando agora concretamente sob o ponto de vista da tradição budista, os problemas referentes à atuação do Soto-shu durante o período Tokugawa não só são co-extensivos à toda a tradição budista japonesa como também problemas semelhantes são detectáveis em quaisquer outras tradições budistas. A existência desse problemas no Soto-shu não nos autoriza a demonizar essa tradição, mas deve nos convidar a uma reflexão a respeito das causas dessas contradições e dos esforços que tem sido feitos para supera-las.

O texto do Dalai Lama sobre a prática do Budismo no Ocidente coloca algumas questões de importância central no que diz respeito à necessidade de pensar o Budismo a partir de suas bases doutrinárias e normativas. Esse esfôrço não é no entanto uma propriedade exclusiva do Dalai Lama e de sua escola. Se mesmo sendo crítico a respeito da realidade do Budismo japonês permaneci no interior da tradição e resolvi assumir responsabilidade por suas contradições foi devido entre outras coisas aos esforços extremamente honestos e corajosos desenvolvidos pelos budistas japoneses em esclarecer essas questões e em confronta-las sob o ponto de vista normativo do pensamento budista.

Posso colocar aqui como exemplos concretos o esclarecimento das responsabilidades históricas do budismo japonês desenvolvida por Hakugen Ychikawa e o desenvolvimento do "Budismo crítico" pelo Professor Noriaki Hakamaia. Todos esses esforços que exigiram uma alta dose de coragem e lucidez se deram a partir de um ponto de vista interior à tradição e em função de suas bases normativas. Nada disso é possível a meu ver a partir de um ponto de vista externo à tradição e que confunda sua realidade histórica com suas bases normativas. Não tenho a menor dúvida que semelhante postura se aplica à totalidade das tradições budistas sejam elas do Zen, da Terra Pura, do Budismo Tibetano ou qualquer outra.

Me parece extremamente fácil criticar japoneses, tibetanos ou membros de outros povos que viveram muitos séculos ou mesmo muitas décadas atrás. No entanto, o que mais deve nos preocupar é a seguinte questão: estaremos nós dispostos a assumir as contradições de nosso incipiente " Budismo tupiniquim" e a pensa-las e supera-las em função de uma discussão fundada nas bases do próprio Budismo? Estaremos nós dispostos a pensar e atuar a partir de um ponto de vista interior àquela que pretendemos ser nossa tradição? Estaremos nós dispostos a desenvolver nossa auto-crítica com a mesma coragem e honestidade demonstrada por entre outros os Professores a que me referi acima?

Essa me parece a questão que pode decidir se vai nascer uma verdadeira tradição budista em nosso país ou se o ensinamento de Sáqui-Muni vai se restringir a um artigo de consumo ou curtição fácilmente descartável. Precisamos sem dúvida esclarecer e discutir essas questões, mas jamais de forma emocional, desorganizada ou sensacionalista. O que se faz necessário a meu ver é preparar paulatinamente o terreno para uma discussão sistemática, responsável e fundamentada nas bases da própria tradição.
Sem mais-Gasho.
Joaquim Monteiro.( Shaku Shoshin )

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Irmãos Gevieski

Os irmãos Gevieski, Flávio e Felipe, começaram um novo trabalho ligando zen budismo e yoga. Como educadores que são, estes jovens professores de educação física e praticantes da Comunidade Zen Budista de Florianópolis podem ajudar muitos seres levando harmonia como ilustrada pela foto abaixo tirada de seu novo blog:
http://www.yogabudista.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Dalai Lama afirma que seu sucessor pode ser uma mulher.

Dalai Lama
06 de Dezembro de 2007 | 12:02 (Veja on Line)

O Dalai Lama – chefe espiritual do budismo tibetano – afirmou nesta quinta-feira, em Milão, na Itália, que seu sucessor pode ser uma mulher, lembrando que "homens e mulheres têm os mesmos direitos" para a religião. "Se uma mulher se revelar mais útil, o Lama [Buda] poderá muito bem encarnar sob essa forma", disse, segundo a agência de notícias AFP.

O Dalai Lama chegou nesta quarta-feira a Milão, procedente da Índia, para uma visita de dois dias. Não está prevista qualquer reunião oficial com os dirigentes do governo italiano do primeiro-ministro Romano Prodi.

O encontro com o papa Bento XVI, inicialmente anunciado por uma autoridade vaticana, foi cancelado. Segundo algumas fontes, a decisão do papa de não receber o Dalai Lama teria facilitado a ordenação, na terça-feira, em Cantão, na China, de um novo bispo da igreja oficial chinesa, monsenhor Joseph Gan Junqiu, com aprovação do Vaticano. Um encontro entre Bento XVI e o Dalai Lama não seria bem vista pelas autoridades chinesas.

O conflito entre Pequim e o Dalai Lama tem origem na invasão do Tibet pelos comunistas chineses em 1959. Desde então, o líder religioso se exilou na Índia e cobra autonomia do Tibet junto aos chineses. Recentemente, ele disse que, caso venha a morrer no exílio, elegerá seu sucessor fora do Tibet. Ele também falou da hipótese da possível eleição de um novo líder espiritual budista antes de sua morte.

O que pensar das críticas a professores budistas que apoiaram guerras?


1) Em situações críticas muitos líderes religiosos acabam contrariando a substância de sua religião e apoiando circunstâncias. Exemplos são as cruzadas, os padres abençoando canhões, no cristianismo e múltiplos exemplos semelhantes. Os que contrariam o seu tempo e o poder dominante são esmagados por ele e por isto são chamados "heróis", estes são sempre minoria e merecem nossa reverência. A maioria, apesar das doutrinas de amor e compaixão, segue a corrente dominante, é só olhar a história. Quantos religiosos contestaram Hitler? No entanto os que morreram por isto hoje são canonizados como foi Padre Kobe. Também no Japão houve quem fosse preso ou morto por isto, são estes os nossos heróis. Budistas ou não.

2) A substância do zen é o budismo, os preceitos não foram jogados fora. São grandes os numeros de monges mortos pelos impérios, três exterminações apenas na China, por serem ameça ao estado militarista e religião estrangeira, em todas as ocasiões o budismo zen ressurgiu das cinzas. É importante ressaltar que a restauração Meiji (1868) e o império japonês, entendeu o budismo (e o zen) como estrangeiro e algo a ser combatido, pacifista que era, veja-se os decretos neste sentido no final do sec 19.

3) Entender que o "zen" apoiou isto ou aquilo é sofisma, o que pode acontecer é pessoas e instituições apoiarem isto ou aquilo, a substância do zen é a doutrina e esta é o budismo, e o budismo diz claramente não matar. O restante é história de homens e seus erros, é como pressupor que a doutrina católica endossa a pedofilia, que os sutras apoiem que budistas se envolvam na política e no poder temporal , que a doutrina aceite que alguns monges renunciantes passem a usar cartões de crédito para contornar o preceito de não usar dinheiro, ou que o islamismo corânico instrua a intolerância com os povos do livro ( ex: judeus). Nada disto muda a doutrina de cada religião, somente mostra como os homens são falhos, e não é por outra razão que precisam dos preceitos e mandamentos, das doutrinas que esquecem a cada passo.

Obs: Baseado no livro "Zen at War" confundindo e misturando o que é nacionalismo japonês, shintoísmo (imperador deus, homens consumíveis se suicidando por ele na guerra) com budismo zen, um pastor evangélico postou um filme no youtube que é um sucesso de público, uma crítica acerba ao zen e ao budismo, crendo que este endossa a violência (!) , talvez entendendo que ele ameaça seu rebanho, assim se cobriu de ridículo ( de "ridere" rir), vale a pena observar aonde leva o sectarismo e a crítica com informação deficiente:

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Famílias no Zazenkai

Famílias da comunidade zen de Florianópolis em um domingo de confraternização no campo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Zazenkai em Águas Mornas

Sangha de Florianópolis, no domingo, passeio com crianças nos contrafortes da Serra do Tabuleiro. Sol, campos e banho de cachoeira... mais fotos em: http://picasaweb.google.com.br/zenbudhismo/Zazenkai02122007

Após décadas de proibição TNH pode voltar ao Vietnam

Repassando convite de grupo ligado ao Mestre Zen Thich Nhat Hanh:

--- Sangha Plena Consciência - São Paulo
escreveu:

O tradicional retiro de 21 dias com nosso querido
mestre, que anualmente ocorre em junho na França, em
2008 será realizado em Hanoi - Vietnam, país de origem
do Thây.

O retiro ocorrerá de 4 a 20 de maio (durante o Vesak)
e terá como um dos principais temas para discussão do
dharma, "como a prática do budismo pode ser aplicada
na conservação do planeta"

Mais informações podem ser obtidas em
http://www.plumvillage.org/HTML/news/Joyfulgathering2008.html

Inspirando, expirando, estamos todos juntos, sempre.
Com um sorriso e um lótus para você, um grande abraço.

Paz, Amor e Alegria

Sangha Plena Consciência - São Paulo
Tradição Venerável Mestre Zen Thich Nhat Hanh (Thây)

sábado, 1 de dezembro de 2007

As Cinco Lembranças

"Eu pertenço à natureza do envelhecimento; não há nenhum modo de escapar do envelhecimento.

“Eu pertenço à natureza das doenças; não há nenhum modo de escapar de sofrer
alguma doença.

“Eu pertenço à natureza da morte; não há nenhum modo de escapar da morte.

“Tudo aquilo que me é querido e todos que amo pertencem à natureza da
impermanência. Não há nenhum modo de evitar me separar deles algum dia.

"Minhas ações são meus únicos verdadeiros pertences. Eu não posso escapar às
conseqüências de minhas ações. Minhas ações são o solo sobre o qual eu piso."