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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Gandhi - 30 de janeiro de 1948


No dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado.
Em memória a Gandhi, lembremos seu dito essencial:

"Seja Você a mudança que deseja no mundo", ou melhor, em lugar de protestar contra as atitudes alheias mude você mesmo seu mundo interior e o mundo que o rodeia, optando por ações isentas de violência e repletas de compaixão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Por quê entramos no zendô com o pé esquerdo e saímos com o direito?

Uma interpretação bela e simbólica: o pé esquerdo significa o lado intuitivo, o direito a racionalidade.

Mas é melhor que estes entendimentos surjam na prática do que através de explicações, afinal os rituais são a linguagem do inconsciente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Perseguições em Mianmar

Junta de Mianmar processa líderes de protestos

A junta militar que controla Mianmar decidiu reforçar a perseguição aos dissidentes que defendem reformas democráticas no país. Nesta terça-feira, fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters informaram que dez opositores do regime serão processados pela participação nas manifestações contra a junta. Um dos alvos do governo é Min Ko Naing (na foto, à direita), um dos organizadores dos protestos. Eles podem receber penas de até sete anos de prisão. Curiosamente, os dez dissidentes deverão ser processados por causa do envolvimento em um grande levante organizado em 1988, e não pelos protestos de agosto de 2007. Eles foram detidos na onda recente de manifestações, mas por enquanto não serão acusados formalmente por esse papel. De acordo com a Anistia Internacional, 700 dissidentes políticos foram detidos depois dos protestos do ano passado. A ditadura militar de Mianmar já dura quase 46 anos.

(Veja on-line)

domingo, 27 de janeiro de 2008

O Livro Tibetano dos Mortos no History Channel

Decifrando o Passado: O Livro Tibetano dos Mortos

  • Documentário / Diversos
  • Nome Original: Decoding the past
  • País: EUA
  • Cor: Colorido
  • Classificação: Programa livre
Veja todos os horários deste programa
DATA HORÁRIO CANAL
Os horários são fornecidos pelas emissoras e estão sujeitos a alterações
29/01 21:00 The History Channel
30/01 01:00 The History Channel
30/01 13:00 The History Channel

( Para os que dispõem de TV a cabo o History é normalmente o canal 55. O documentário em questão é de interesse mas está sujeito as distorções frequentemente encontradas nestes trabalhos de divulgação veiculados para o grande público)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

3 Rosshis e uma Abadessa

Foto final da cerimônia de Ascenção à Montanha de Coen Sensei. Três Roshis a ladeiam, atrás monges de diferentes países.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Como praticar o zen longe dos mestres? E como fazer os votos?

Creio que o melhor roteiro seja o seguinte:

1) Envolver-se na prática com o grupo da cidade onde você está, se houver um, se não há criar um grupo de estudos do zen com apoio à distância, estamos criando um sistema com textos e palestras gravadas em vídeo para ensinar meditação e teoria budista.

2) Aproveitar para aprender o que for possível com o monge que os visitar. Grupos sempre conseguirão ser visitados para fazer prática orientada.

3) Ir ao encontro de mestres e assistir um sesshin com um deles. Dois mestres viajam pelo Brasil e ministram ensinamentos no zen, Monja Coen (abadessa) ou Saikawa Roshi (mestre).

4) Para fazer a cerimônia de Jukai, (votos) se eu fosse seu professor pediria que costurasse seu rakussu pessoalmente e tivesse realizado pelo menos dois retiros comigo, além de ter observado sua atuação na comunidade da Sangha e em entrevistas percebido seu comprometimento com o caminho e estado mental. Normalmente isto demanda em meu grupo um ano de prática ou mais. Após isto levo o aluno e o recomendo ao Roshi para que participe da cerimônia de Jukai.

5) Não pense que você precisa ter um mestre à sua disposição todo o tempo, jamais morei na mesma cidade que meu mestre em toda minha vida, isto não me impediu de seguir o caminho, tornar-me monge e criar grupos de prática bem sucedidos, apesar das dificuldades óbvias.



domingo, 20 de janeiro de 2008

Emerson comenta Ken Wilber

Comentários em lista aberta budista, de Emerson Zamprogno, sobre texto de Ken Wilber:

"Pelo que entendi o problema surge quando os conceitos budistas são contaminados pela idéia replicadora verde perversa ("mean green meme"). A cor, no caso, se refere a um determinado padrão de valores.
Para abreviar a conversa sem ter que citar o artigo inteiro, um budista contaminado pelo meme verde reivindicaria ser igualitário, pluralista, não-marginalizante, anti-estágio, e especialmente
anti-hierarquia.
Desta maneira ele rejeita tanto a relação professor - discípulo quanto o próprio conceito de um ser que possa ser iluminado e outros não, uma vez que isso implicaria em assumir que o iluminado seria superior e quem não é seria inferior. Portanto é uma idéia politicamente incorreta e que assim deve ser evitada.
A ameaça que o Wilber enxerga nesse processo é que esta última conclusão simplesmente acaba com a própria razão de ser do Budismo.

Agora o meu comentário. Pessoalmente acho que interpretações "patológicas" dos Ensinamentos já existiam antes dos modernos "memes perversos" começarem a se espalhar e que os mestres já estavam cientes disso muito antes de existir Wilber ou os conceitos da psicologia integral. As antologias zen estão repletas dessas histórias também!
E existem professores modernos que descrevem muito bem essas interpretações exatamente como "doenças do zen". A mestra Heila é uma professora que tem histórias muito interessantes a este respeito, que não convém mencionar no momento para não me alongar ainda mais.
Mas para nos mantermos no clássico, mesmo no Sutra da Plataforma do Sexto Patriarca Hui-neng (o mestre analfabeto), ele declara claramente que existem pessoas que ele chama de "apegadas ao vazio".
Descreve-as como pessoas que em geral desprezam as palavras e não respeitam as hierarquias (já que "tudo é vazio"). Mas ele afirma no Sutra que mesmo a célebre frase "não depender das palavras" que os apegados ao vazio usam para justificar suas blasfêmias, são também palavras. Assim, então por que eles não as deixam de lado de vez em quando?"

sábado, 19 de janeiro de 2008

Despertar Judô

O Dojô Despertar Judô iniciou suas atividades em 2008 com uma palestra sobre as influências do zen nas artes marciais, convidaram um monge zen budista para tanto. A ênfase na transformação interna, no abandono do desejo de ganhar e medo de perder para que a técnica se expresse além do ego foram o tema.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Morreu dia 5 o Superior da Soto Zen com 108 anos


Sábado, dia 5 de janeiro, morreu de causas naturais, o Mestre Zen Ekiho Miyazaki, ‘kancho’ (superior) da escola Soto Zen Japonês e 78º abade do Eiheiji, o mosteiro fundado pelo Mestre Dogen em 1244 e um dos dois templos sedes da escola Soto Zen japonês. Estava com 108 anos de idade.

Nascido na Hyogo Prefecture, Miyazaki Zenji tornou-se abade do Eiheiji Temple, em setembro de 1993.


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Em busca do mestre

Trecho de excelente texto do Prof. Tam Huyen Van, seus escritos são um manacial de profundas análises sob a ótica do zen (Thien em Vitnamita):


"Assim, o que estamos buscando realmente? O que desejamos do mestre? Na verdade, todos queremos um pai. Até porque a mãe, mesmo a mais fria e cruel, não pode nos negar o fato de que habitamos seu útero, e com ela compartilhamos carne e sangue. Mas o pai... onde está nosso pai? Como atingi-lo, tocá-lo em sua intimidade, ser uno com ele? Onde está o útero paterno dentro do qual podemos nos forjar homens e mulheres íntegros e sábios? Eis o porque da busca pelo mestre ser uma busca de natureza yang, masculina, criativa; de uma certa forma buscamos a comunhão com o pai, queremos conhecer um modo de também unir nossa carne e sangue com a face masculina da vida. Pois apesar da aparente ditadura paternalista das sociedades humanas, somos muito mais órfãos do toque firme das sábias mãos paternas do que do suave embalar do amoroso colo materno. Por que? Porque a Mulher se define em si mesma, é íntegra em sua profunda união com a terra, é a representação da Raiz do Mundo. Mas o Homem se perde em muitas batalhas, está sempre imerso em uma peregrinação eterna para encontrar sua própria tradução, representa o inefável e fugidio Coração do Céu. Sempre temos a Grande Mãe próxima de nossas mãos e corações; já o Grande Pai, este temos de alcançar por esforço próprio, pois jamais estará no mesmo lugar duas vezes; o mestre não nos espera, ele caminha pela margem do rio, apontando sempre para a verdadeira meta: a margem oposta. Realmente, o Pai se move por caminhos misteriosos...

Mas quando esta constatação nos escapa, quando o vinho do místico não atinge nossos lábios com a força necessária, esquecemos o sentido da busca e queremos apenas um mestre que corrobore nossas metas, que nos diga aquilo que queremos ouvir, e que seja como nossas fantasias pessoais imaginam. Na tradição Taoísta, assim como na Zen-buddhista, há uma importante lição sobre o mestre, lição esta que aprendi no início de minha prática e que se provou completamente pertinente ao longo de meus anos de estudos e esforços: quase sempre subestimamos o verdadeiro mestre."

Íntegra aqui:

http://tamhaovan.multiply.com/journal item/35/Em_Busca do Mestre

sábado, 12 de janeiro de 2008

Monge Densho da Colômbia em seu Hosshinjiki

Ao centro desta foto, à frente, está meu bom amigo Monge Densho, ele realizou seu Hosshinjiki, em dezembro de 2007, obtendo o Shipei, bastão de posse do qual defende o Dharma no lugar do Mestre. Oficiou a cerimônia Saikawa Roshi, Mestre Superior para a América Latina, no Templo Busshinji em São Paulo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Entrevista à Tv Record do Decano do Conselho do CBB

O Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves (Shaku Riman) deu uma entrevista à TV Record sobre a imagem do budismo na mídia brasileira. A entrevista será transmitida no próximo domingo (13 de janeiro) no programa "Domingo Espetacular" entre 18:30 e 22 h.

O Reverendo é Decano do Conselho Consultivo do Colegiado Buddhista Brasileiro, CBB, o qual se empenha para a correta divulgação de informações sobre o Budismo e para a correção das eventuais distorções que aparecem na mídia.




Eliane Brum

17 anos atrás fui entrevistado por uma reporter de Zero Hora, eu era diretor do jornal e um leigo budista, ela achou incongruente que fosse um executivo e ao mesmo tempo zen budista. Não soube responder no momento de forma adequada, demorei tempo para resolver esta questão e acabei me tornando um monge zen uma década mais tarde. Como profissional ela escrevia maravilhosamente, e ao ver seu relato de um retiro budista (Theravada, muito semelhante a um sesshin zen) , na revista Época, pude ver de novo seu talento e honestidade intelectual. Fiquei muito feliz, gostaria de encontrá-la novamente um dia Eliane Brum!

Leiam também:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80874-8055-503-1,00.html

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Como o Zen trata a questão do Bem e do Mal?

Acreditar no Bem e no Mal é crer na dualidade como modo de compreender o mundo. Esta opção pela dualidade implica que há a capacidade de traçar uma linha clara entre o bom e o ruim, esta linha definida, clara, exata, exige um julgamento perfeito e a crença em que as coisas ou estão de um lado ou do outro, sem nada cinzento ou indefinido ou contextual. Mesmo que introduzamos aí um campo neutro ainda existe a necessidade de desenhar a linha entre ele e o mal e o bem nos seus limites.

Este problema filosófico foi bem examinado, no budismo mahayana, por Nagarjuna, que destruindo este pensamento dualista e negando a capacidade de afirmações deste jaez, estabeleceu as bases do pensamento das escolas que dele descendem, inclusive o zen.

Pode-se considerar que esta postura dicotômica entre bem e o mal é a dominante na tradição judaico/cristã/islâmica, assim temos um julgamento final, um paraíso e um inferno definidos, e mesmo um Deus do bem e um demônio que detem os poderes e intenções do mal. Mas é bem diferente este entendimento do budista.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Suzuki Roshi

" A renúncia não consiste em desistir das coisas deste mundo, mas em aceitar que elas se vão."