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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Kannon Bosatsu


Kannon Bosatsu ou Kanzeon, aquela que ouve os lamentos do mundo.
Seu nome sânscrito é Avalokiteshvara em tibetano é dito Cherenzig, em chinês Guan Yin ou Kuan Yin, e simboliza a suprema compaixão de todos os budas. Muitas vêzes representada em forma feminina na China e Japão, Kannon personifica a pidedade compassiva.
Como, conta a lenda, chorou por ver que seus braços eram insuficientes para socorrer a todos, ganhou então mil braços, é esta a razão de ser representada com multiplos membros superiores, que formam uma aura a seu redor, tema recorrente em muitas das suas iconografias.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Jizo Bosatsu



Em sânscrito Ksitigarbha ou Kshitigarbha– o útero da Terra – é o bodisatva que representa a qualidade da paciência compassiva, é representado com um bastão, o qual às vezes tem penduradas campainhas com o fim de despertar os seres.

Ksitigarbha (Jizo) era na mitologia indiana uma divindade protetora da terra e na China passou a ser representada como bodisatva, com a cabeça raspada como um monge renunciante. Na sua mão esquerda carrega uma criança ou segura uma jóia que concede riqueza e saúde. Sua representação arquetípica, como protetor dos viajantes, colocado em oassagens perigosas, lembra as estátuas de São Cristóvão no cristianismo.

Alguns templos colocam na entrada de seus cemitérios seis imagens de Jizo Bosatsu. Cada uma delas carrega um instrumento diferente: o cajado, a pedra da cura, o rosário budista (juzu), incenso, flores ou tem as mãos palma com palma (gassho).

terça-feira, 28 de abril de 2009

Aikidô e zazen em Florianópolis


Carlos Sensei, 4 Dan, demonstra técnica de aikidô, tendo como uke Altair Sensei, Sho Dan.


Altar preparado para a cerimônia zen budista em homenagem ao falecimento do Grande Mestre Morihei Ueshiba.


Final de zazenkai com tema aikidô e zazen, os praticantes do zen aprenderam algo do aikidô, os que já praticam no grupo de terças e quintas na Comunidade Zen de Florianópolis se aperfeiçoaram, e todos sentaram juntos em meditação em vários períodos durante o dia.

Mais fotos, inclusive da brilhante cozinha de Bia aqui.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

As três Taças



Em um casamento budista os noivos tomam três goles, de cada uma de três taças, este ritual simboliza o partilhar plenamente dos momentos felizes e dos tristes, das perdas e dos ganhos, dos elogios e das críticas, da fama e do olvido.
A bebida é alcoólica no ritual do zen, um simbolismo de que naquele momento age-se com os sentimentos e não com a razão, mas de que apesar disto, o compromisso é sério e permanente, como o juramento que os noivos fazem um ao outro.

sábado, 25 de abril de 2009

Fugen Bosatsu


Tesouro Myoho-in (Sanjusangendo) em Kyoto século 12, madeira, escaneado do catálogo do templo

Fugen é muitas vezes representado sobre um elefante com seis presas, estas representam o apego aos seis sentidos, o elefante simboliza o poder do budismo de superar os obstáculos. Fugen é representado segurando uma flor de lótus, ou sentado sobre uma delas. O lótus é a flor símbolo do budismo porque nasce no lodo mas surge pura e limpa na superfície, tal como os homens podem fazer no caminho espiritual.

Todas estas representações, no budismo, não representam seres reais, existentes, mas sim representações de qualidades, que personificadas ficam mais fáceis de serem visualizadas e inspiram os praticantes. Há um grupo de quatro grandes bodisatvas (bosatsu, em japonês)simbolizando aspectos específicos destas qualidades. Eles são: Kannon Bosatsu que representa a compaixão, Monju Bosatsu a sabedoria, Fugen Bosatsu a prática e Jizo Bosatsu a paciência e a libertação do sofrimento. Fugen encoraja a prática diligente dos preceitos de conduta moral, e das virtudes, é visto como o protetor dos que ensinam o Dharma budista.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Trocar de trilhas pode prejudicar o caminho?


Foto Michel Seikan.
Pode prejudicar sim, não por as práticas serem ruins, mas porque os sistemas tem coerência interna, uma boa imagem é subir uma montanha, você não sobe se ficar trocando de trilhas, porque esta tem um aspecto mais bonito etc... Para achar um mestre, e um caminho, você precisa visita-lo e observa-lo, se ele fala ao seu coração, se você sente conexão com aquela escola e com ele prossiga, mas não se comprometa antes de ter certeza, e isto pode levar um bom tempo. Anos até.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Final da Conferência Buddhista na Montanha Encantada


Foto de encerramento, o Prof Miklos já havia viajado, ao centro Lilian Le Page, nossa hospedeira e Profa. de Yoga.

O curioso nesta foto é o efeito que as partes reflexivas da roupa do Prof. Sasaki, o mais eminente teórico do budismo Theravada no Brasil, causam ao devolverem a luz do flash. Parece que a roupa está escondendo a luz interna que escapa sem querer...
As palestras do Prof. Sasaki foram marcadas pela sua erudição nos textos do cânone Páli, assim como as do Prof. Miklos por seu aspecto meditativo e compassivo, além de uma voz surpreendentemente bela ao cantar textos de cerimônias.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Olhando a estátua de Buddha



A esquerda o Prof. Tam Huyen Van (Claudio Miklos) da escola Thien do budismo vietnamita, seguidor de TNH (Thay) e à direita Flavius, responsável pelo templo Nyingma, do budismo tibetano, localizado em Garopaba, próximo à sede do Centro de Yoga da Montanha Encantada. Todos observam encantados a estátua, em argila, em fase final de acabamento, realizada por um artista butanês que reside na cidade.
A visita ocorreu durante a realização da conferência budista do CBB em associação com o centro de yoga, durante o fim de semana passado.

terça-feira, 21 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Árvores juntas crescem retas



Acho que preciso aclarar que existe o budista cultural, o budista de convicção, o budista de formação familiar e o que já pertenceu a uma Sangha quando esteve num mosteiro. Porem, se ele não pratica junto a um grupo, ele não é um budista no conceito de refúgio, que é mais exigente. Mesmo que não gostemos é exatamente por isso que precisamos estar junto a um grupo. Há duas imagens fortes para isso: o arroz é pilado junto com outros, para perder suas cascas, é o atrito que faz isto. Na Soto Zen o símbolo do monge é uma folha de pinheiro, porque os pinheiros crescem retos se estão juntos com outros, assim, com estes pode se fazer mastros de navios, retos e direitos, os pinheiros que nascem isolados ficam tortos. Assim, os praticantes que acham que podem crescer sozinhos desprezam a ajuda que a crítica e desconforto dos outros produz em nós.
Acham melhor não pertencer a grupos e permanecer sozinhos, nada é mais característico da dificuldade de perceber a unidade, e nada marca mais o sentido de separação, de individualidade, “eu aqui, os outros, esses pertubadores” que fiquem lá,como desenvolver uma mente tolerante e paciente evitando a comunidade?
É claro, que os praticantes budistas, os budistas de verdade, são poucos, e 90%, ou mais, dos budistas do mundo pouco sabem dos ensinamentos de Buddha, são budistas como 90% dos cristãos, nasceram e se sentem cristãos, mas não seguem os mandamentos e só relembram de Deus quando estão em crise, não são praticantes, são pessoas com um senso de pertencimento a algo. É interessante notar que, originalmente, só os que adentravam na Sangha eram os discípulos de Buddha, os outros eram os simpatizantes, o movimento Mahayana ampliou isso, podemos chamar os simpatizantes de budistas, mas pertencentes a Sangha só os que tomam refúgio nela, estes sim, são os praticantes budistas.
Assim repito que Buddha tinha sérios motivos para fazer seus monges viverem em comunidade, e há um grande motivo para as Três Jóias serem o Buddha, o Dharma e a Sangha, e o refúgio ser recitado em todas as cerimônias, se tirarmos uma destas três coisas podemos ter um budista, mas não um praticante budista no modelo de Buddha. Podemos até obter um iluminado pela prática solitária, porem a ele falta uma ação extremamente prezada no Zen, a atitude compassiva, que entende que ajudar os outros com sua presença e enfrentar os problemas de estar em comunidade é a grande prova da prática real.
Conta-se que um monge praticou sozinho, durante anos, numa montanha, achou-se iluminado e desceu até uma cidade, na praça do mercado, aqueles seres sonhadores, que ele olhou com superioridade. De repente, no aperto da multidão, um homem lhe pisou o pé com um tamanco de madeira, o monge sentiu-se invadido pela dor e raiva e empurrou o homem com ódio. Naquele momento ele percebeu que sua prática budista só era suficiente na solidão dos montes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O equilíbrio fundamental



"Durante zazen, a respiração é essencial. É tranquila e estabelece um ritmo lento, forte e natural. A expiração é longa e profunda. Muitas vezes os mestres comparam-na ao mugido da vaca.
A inspiração, mais curta, vem naturalmente. Esta expiração lenta, calma e profunda varre as complicações do mental.
O espírito torna-se claro como um céu sem nuvens. No nosso mundo perturbado, praticar zazen significa regressar à verdadeira dimensão do ser humano
e encontrar o equilíbrio fundamental da sua existência."

Taisen Deshimaru

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O que é ser budista?


Monges ouvem o mestre, retiro de treinamento em Itapecirica da Serra, SP.

É claro que existe o chamado budista de estatística, é aquele que assim se declara ao censo. Mas para pensarmos o que é um budista realmente, teremos que cogitar sobre o refúgio e as três jóias. O refúgio é o ato de tomar como lugar onde nos sentimos protegidos, três conceitos básicos: 1) O Buddha como ideal do que desejamos ser, seres despertos, a idéia de seguir seu caminho, mesmo sabendo que é difícil de realizar este objetivo. 2) O Dharma, como o conjunto de ensinamentos, a sabedoria contida nas palavras do Buddha e dos mestres. 3) A Sangha, a comunidade onde praticamos, os companheiros que meditam conosco, sofrem junto, nos perturbam e incomodam com suas dificuldades pessoais, que refletem as nossas.

De modo que para ser budista é preciso perseguir o ideal da iluminação de Buddha, estudar o Dharma, e praticar em uma Sangha. Se falta um destes itens somos parcialmente budistas: ou idealistas que não praticam, ou estudiosos eruditos, ou meros frequentadores da Sangha como se fosse um clube.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Crianças e Hanamatsuri



Na foto, crianças da Comunidade Zen de Florianópolis, oferecem flores à frente do altar de Buddha. Mais fotos aqui

"História (retirada da folha de SP) O Hana Matsuri (também conhecido como Festa das Flores), que comemora o nascimento do Buda histórico. A história da Festa das Flores começa na Índia, quando a mãe do príncipe Siddhartha Gautama (o Buda), Maya, viajava para um país vizinho. Ela estava grávida e sentiu as dores do parto quando passava por um jardim cheio de flores. Lá, ela deu à luz a criança. Neste momento, caiu uma chuva de néctar --representada no Hana Matsuri pelo chá adocicado. O monge Francisco Handa, da Comunidade Budista Soto Zenshu da América do Sul, considera que o ato de banhar a estátua do Buda é "banhar a si mesmo, em busca de purificação". Ele explica que, para o budismo, todos são budas --mesmo quem não é budista. "Onde existe um ser vivo, existe um buda. Nós somos todos budas, mas temos uma malha de ilusão diante dos olhos. Por isso, é necessária a iluminação.""

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Lixo e a trilha em Cambirela




A foto da borboleta é da bióloga e fotógrafa Silvia, e a do grupo de Michel Seikan, a trilha foi realizada por um grupo da Comunidade Zen Budista de Florianópolis na cachoeira do monte Cambirela perto de Florianópolis. As fotos de Silvia podem ser vistas aqui
Durante a trilha, liderada pelo organizador destas atividades na sangha, Yokô San, o grupo recolheu apreciável quantidade de lixo, deixada pelos trilheiros descuidados do meio ambiente, as fotos de Michel Seikan estão aqui

sábado, 11 de abril de 2009

"A Terra se funde e o céu se desmorona"


Foto Michel Seikan, amanhecer em retiro da Comunidade Zen Budista de Florianópolis.

A escola Zen diz então: "A Terra se funde e o céu se desmorona". E mais, o Budha falou do Paraíso como de uma terra dourada: é porque empregou palavras diferentes para pregar aos ignorantes.

Se obtiver essa iluminação, vejo que meu corpo, sem deixar de ser meu corpo, existia na origem do Substancial do Corpo de Essência, que não teve nascimento.

Posto que não teve nascimento, não conhece a morte. É o que se chama "não nascimento" e "não destruição" ou o "Budha da vida infinita’’. Crer no nascimento e na morte é o sonho do extravio. Se é assim para meu corpo, também é para os outros corpos. Se é assim para homem, também é para tudo: os pássaros, os animais, as plantas, a terra e as pedras. O Amitâbha Sutra declara: "O pássaro aquático e a árvore recitam preces a Budha, ao Dharma e ao Sangha" e também: "O Budha das dez direções do espaço aparece no triquilio megaquilio cosmo e prega a lei com a larga e comprida língua dos Budhas’’.

Estes fatos se produzem no momento da realização da iluminação. Lemos no Saddharma Pundarika Sutra: "Todos os Dharmas tem naturalmente o caráter do aniquilamento, sem descontinuidade desde a origem". Tudo isso indica que a iluminação foi realizada. Realizai esta iluminação pela meditação sentada, fervorosa, em harmonia com o Substancial do Verdadeiro Corpo de essência, liberando-nos do extravio do agregado da matéria".

Sermão de Tetsugen

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A Maneira de Entrar no Caminho


Foto Michel Seikan - Membros da comunidade zen de Florianópolis em retiro de meditação, refeição formal.

Trecho de: Bendôhô
A Maneira de Entrar no Caminho
de “Eihei Shingi” - “Regras Puras para a Comunidade Zen”
Dogen Zenji


"Portanto, quando o grupo se senta, sente-se junto com eles; quando o grupo [gradualmente] se deita, deite-se também. Em atividade ou quieto em unidade com a comunidade, por todos renascimentos e mortes não se separe do mosteiro. Destacar-se não traz benefício; ser diferente dos outros não é nossa conduta. Isto é a pele, carne, ossos e medula dos budas e ancestrais, e também abandonar nosso próprio corpo e mente."
- tradução Shinzen - fevereiro, 2009 a partir da tradução para o inglês de
Taigen Daniel Leighton & Shohaku Okumura,
publicada no livro “Dôgen’s Pure Standards for the Zen Community” (SUNY Press)
- revisão Monja Isshin – março, 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Deus, o budismo, o Vazio




Este Deus a que estamos acostumados no ocidente, o deus criador, um ser com vontades, desejos, projetos, não existe no budismo. Por causa disto alguns dizem que o budismo é ateu, mas isto é uma simplificação, seria mais correto dizer que o budismo é "não teísta". O budismo não é nihilista, o Vazio budista não é um nada, mas sim a qualidade de tudo ser interdependente, vazio de existências inerentes, de "eus" individuais. O Vazio é não causal, não condicionado, não pessoal, não é um algo do qual surgem os fenômenos. Este vazio é a própria forma, não é diferente dela. Pensamos que somos indivíduos mas este é um engano, temos a ilusão da individualidade e queremos que ela seja permanente, na verdade somos apenas manifestações cármicas temporárias. Compreender e ser capaz de integrar-se é a iluminação. Por tudo isto reificar o Vazio é uma incompreensão da doutrina budista.
No caso da palavra deus, ela tornou-se tão elástica que pode abranger desde um ser pessoal, a semelhança do homem, até algo tão imaterial e não interferente no universo que não possa ser referido.
A opção original budista foi considerar deus um assunto fora dos temas de que o budismo trata, visto este estar focado somente no agora e no despertar do homem. Despertar do quê? De todas as ilusões.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Restaurante Vegetariano e Sangha Zen


Montagem sobre foto da fachada da nova sede da Sangha Zen de Florianópolis na Praça Getúlio Vargas (Praça dos Bombeiros), 126 (Esquina com a Hermann Blumenau).

A Sangha zen de Florianópolis tem uma nova e ampla sede, com 340 m2, o prédio abriga um restaurante vegetariano, o Daissen, que se localiza no térreo, na parte superior salas da comunidade zen, com Hatô (templo), zendô (sala de meditação com ar condicionado), secretaria, e sala para crianças. Toda a estrutura do restaurante, cozinha e salas de refeições, funciona como apoio da comunidade, e este viabiliza uma sede no centro da cidade, em endereço e condições privilegiadas que a comunidade sozinha não poderia sustentar.
O Daissen funciona de segunda à sexta, das 11h às 14:30h, com pratos simples e sofisticados de cozinha internacional vegetariana e preço por kg.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Por que as roupas dos monges são orientais?


Saikawa Roshi oficia cerimônia de Shukke Tokudo (ordenação de noviço)

P: Se uma das metas é criar um budismo zen ocidental, por que é que aderem a roupa tradicional do Japão e seus rituais típicos ?

R: Porque sempre leva muito tempo para se adaptar algo assim, a roupa tradicional é uma máquina de treinamento com muitos truques que forçam movimentos cuidadosos, realmente fantástica, foi desenvolvida em 800 anos na China e Japão, o manto tem 2 600 anos, não se joga fora algo assim antes de uns 300 anos de estudos... Talvez, nas regiões quentes usemos o manto somente, como fazem os Theravada, mas nas cerimônias continuaremos com a roupa chinesa, que é magnífica como expliquei, rituais já estão em modificação, mostrei a Saikawa Roshi nossa adaptação com textos em português e alterada por Moriyama Roshi, perguntei o que ele achava e ele respondeu: - está bom assim, eu não vim ensinar a forma, vim ensinar a iluminação.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Buddha retornará algum dia? Uma pessoa pode se tornar um Buddha?


Um Buddha é totalmente iluminado no sentido de que não retornará porque tem tão bem extinto seu carma que não resta energia suficiente para gerar uma nova manifestação. Se é assim, esta iluminação, perfeita e completa, se atingida , torna a pessoa que chegou a tanto, idêntica a Buddha, e portanto um Buddha.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Os Senhores da Dança


P: Sempre achei um tanto absurdo dizer: -- Sou budista. Monge ou leigo qual a diferença? Falar que sou budista pode ser a verdade tanto quanto mentira. A dança é o que é, nada mais, nada menos. A dança nao é feita calculadamente, nem guiada por outrem, e certamente nao é feita dormindo. O meu budismo é a totalidade da experiencia atual. O que o senhor pensa?


R: Todos os seres que sonham podem acordar, e muitos que vemos estão vivendo o presente sem cogitações, cães e pássaros, peixes e borboletas. Quanto a monges e leigos cada um acaba tendo seu caminho sutilmente diferente, nem somos iguais nem caminhamos igual, sou o monge que posso ser, com filhos, mulher, trabalho etc...e é bem difícil ser monge mendicante no ocidente, mesmo na China e Japão não foi bem assim, logo surgiram os mosteiros os monges passaram a produzir e viver do que faziam. Mendicância e dormir ao relento só nos países quentes do sul da Ásia.

Aqui tenho que trabalhar para viver, minha sangha não pensa em sustentar o monge, e é lógico, para isso só sendo só e vivendo em um quarto na comunidade.
Existe um caminho de aproximação pelo intelecto, um pela ação, um pela meditação. Enquanto se eles não se integram não se é um praticante budista integral. Somente seguir os preceitos não faz de alguem um budista, o que o faz é tentar seguir e praticar de algum modo sem deixar os preceitos de lado. Disseste muito bem não há verdade nem mentira, só uma dança, gosto muito da maneira que usas esta palavra, os mestres são chamados “senhores da dança” , interessante não é?